SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE; SAÚDE NA FRONTEIRA; REGIONALIZAÇÃO DA SAÚDE; POLÍTICA DE SAÚDE; FEDERALISMO

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ALELUIA, Í. R. S.; MEDINA, M. G.; VILASBÔAS, A. L. Q. Governabilidade do Sistema Único de Saúde em fronteiras interestaduais. Ciência & Saúde Coletiva, v. 31, n. 4, p. e12122024, 2026. Disponível em Scielo

Este estudo analisou a governabilidade do Sistema Único de Saúde (SUS) em fronteira interestadual do Brasil. Trata-se de uma análise política em saúde em território constituído por 53 municípios, dois estados, uma comissão intergestora e central de regulação interestadual. A produção dos dados incluiu 499 documentos e entrevistas com 35 atores vinculados à gestão municipal e às organizações influentes na fronteira. Governar o SUS nas fronteiras interestaduais tem como obstáculos: a ausente institucionalidade para articulação interfederativa tripartite; a falta de arcabouço normativo com mecanismos de planejamento, financiamento e gestão interestadual do sistema; a baixa institucionalidade das pactuações no colegiado interestadual; as desigualdades fiscais e dependência financeira dos municípios com menor poder econômico; a alternância político-administrativa das esferas de gestão e a baixa governabilidade do serviço de regulação interestadual nos hospitais de média e alta complexidade do território estudado. Esta pesquisa contribuiu para revelar as forças políticas opositoras do sistema político-social aos projetos de regionalização e gestão interestadual do SUS.



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