SAÚDE DO TRABALHADOR; FATORES PSICOSSOCIAIS; TRABALHO PRECÁRIO; SAÚDE MENTAL

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SOUZA, S. F. de; ARAÚJO, T. M. de; WERNECK, G. L. Trabalho formal e informal: configurações laborais e implicações na saúde mental. Revista Brasileira de Saúde Ocupacional, v. 51, p. e1, 2026. Disponível em Scielo

Introdução: No capitalismo contemporâneo, os vínculos empregatícios sem proteção social foram ampliados. Trabalhos formais e informais coexistem com condições distintas. Objetivo: Descrever características do trabalho formal e informal e a situação de saúde mental dos trabalhadores. Métodos: Estudo transversal de base populacional, realizado no município de Feira de Santana, Bahia. Os dados foram coletados por meio de entrevistas domiciliares. Foram analisadas características sociodemográficas, ocupacionais e de saúde mental. Resultados: Participaram 1.623 trabalhadores, 513 trabalhadores formais (50,2% do sexo feminino) e 1.110 informais (53,6% do sexo feminino). Em comparação aos trabalhadores formais, os informais apresentaram renda e escolaridade mais baixas e jornadas laborais mais prolongadas. Também apresentaram maior frequência de situações estressoras, como alta demanda psicológica (45,5%) e comprometimento excessivo com o trabalho (49,3%), embora tenham relatado maior controle sobre o trabalho (68,3%). A prevalência de alto esforço foi superior a 50,0% em ambos os grupos. As prevalências de transtornos mentais comuns foram semelhantes, contudo, trabalhadores informais apresentaram maior frequência de auto avaliação negativa da saúde. Conclusão: Trabalhadores informais enfrentam condições de trabalho e de saúde autorreferida mais precárias, mas o trabalho formal também apresenta vulnerabilidades. Esse cenário exige políticas que promovam condições dignas para todos, trabalhadores formais e informais.



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