“Retome o Controle – Da Coceira à Compreensão” : 1º/10 – Dia Mundial da Urticária 2026
O Dia Mundial da Urticária, celebrado anualmente em 1º de outubro, foi criado em 2014 pela Asociación de Afectados de Urticaria Crónica (AAUC), uma organização espanhola que promove o intercâmbio de experiências e conhecimento sobre a doença para a população. A data é uma oportunidade para aumentar a conscientização, ajudar a melhorar a vida dos pacientes e promover o entendimento da condição entre profissionais, mídia e o público em geral.
Com o tema “Retome o Controle – Da Coceira à Compreensão” a campanha de 2026 destaca o impacto real da urticária para além do que é visível. Para muitas pessoas, a coceira persistente, o inchaço e as crises imprevisíveis afetam o sono, o dia a dia e o bem-estar emocional.
A urticária é um problema cutâneo caracterizado por lesões avermelhadas e levemente inchadas, como vergões, que aparecem na pele e coçam muito. As lesões, chamadas de urticas, surgem em qualquer área do corpo; podem ser pequenas, isoladas ou se juntar e formar grandes placas avermelhadas, com desenhos e formas variadas, sempre acompanhadas de coceira.
Ocorre em surtos, em qualquer período do dia ou da noite, durando horas e desaparecendo sem deixar marcas. Embora seja mais comum em adultos jovens (entre 20 e 40 anos), a urticária crônica pode ocorrer em qualquer idade. Ao longo da vida, uma em cada cinco pessoas terá pelo menos um episódio do transtorno.
De acordo com a causa a urticária é classificada em:
Induzida: ocorre quando um fator desencadeante é identificado, como drogas, alimentos, infecções, estímulos físicos (calor, frio, sol, água, pressão);
Espontânea: quando a doença ocorre sem uma causa identificada; também é chamada de urticária idiopática.
De acordo com o tempo de duração pode ser:
Aguda: quando os sinais e sintomas desaparecem em menos de seis semanas;
Crônica: quando os sintomas duram por seis semanas ou mais.
Sintomas:
A coceira é o maior problema dos pacientes com urticária. Principalmente a coceira noturna pode ser extremamente estressante, pois perturba o sono e representa uma restrição dramática da qualidade de vida.
Particularmente intensa em pacientes que sofrem da chamada urticária factitia, na qual o ato de coçar e esfregar a pele leva ao aparecimento de novas lesões e ainda mais coceira, a menor irritação da pele, por exemplo, fricção inconsciente durante o sono, pode causar graves ataques de prurido.
É comum ocorrer coceira intensa e ardor antes do surgimento das urticas – as pequenas elevações rosadas, com o centro mais claro, delimitadas por vergões avermelhados e inchaço – características da condição.
O tamanho das lesões varia muito (de poucos milímetros a muitos centímetros). Elas podem irromper isoladas na pele ou formando placas. Embora desapareçam sem deixar marcas, podem voltar a manifestar-se em qualquer outra região do corpo.
Sintomas como falta de ar e dificuldade para engolir e falar, apesar de raros, são considerados complicações graves e exigem atendimento médico imediato.
Tratamento:
Deve ser estabelecido individualmente pelo médico, de acordo com as necessidades de cada paciente e com o tipo de urticária (crônica ou aguda/espontânea ou induzida) apresentado.
No caso das agudas e induzidas, o ideal é afastar a causa, quando possível. Além do tratamento específico, a dieta alimentar costuma contribuir para que a melhora aconteça mais rapidamente, evitando o reaparecimento das lesões enquanto a pessoa estiver sendo tratada.
A urticária crônica não tem cura, mas as crises podem ser controladas com medicamentos. O objetivo é a melhoria dos sintomas que interferem diretamente na qualidade de vida dos indivíduos afetados.
O tratamento deve ser prescrito e acompanhado por médico. A automedicação pode prejudicar, e muito, a terapia e o controle da doença.
Prevenção:
Mesmo sem se descobrir a causa, a urticária pode ser controlada em mais da metade dos casos, entre seis meses a até um ano. A melhor forma de evitá-la é a pessoa se afastar, quando possível, daquilo que lhe provoque alergia. Assim, o primeiro passo é descobrir quais são esses “gatilhos”.
Também é indicado evitar calor, bebidas alcoólicas e estresse, pois são fatores que pioram a irritação. A dieta alimentar, com alimentos sem corantes, conservantes, embutidos, como frios, salsicha, enlatados, peixes e frutos do mar, chocolate, ovo, refrigerantes e sucos artificiais, também ajuda a prevenir e controlar os surtos.
Importante: Quando a crise de urticária aguda é desencadeada por alimentos ou remédios, no máximo uma hora depois que foram ingeridos, pode ser sinal de uma reação alérgica grave que requer atendimento médico de urgência.
Fontes:
Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI)
Dr. Dráuzio Varella
Global Allergy & Airways Patient Platform (GAAPP)
Psoríase Brasil
Sociedade Brasileira de Dermatologia