1º/10 – Dia Internacional das Pessoas Idosas e Dia Nacional do Idoso 2026
O Dia Internacional das Pessoas Idosas, celebrado anualmente em 1º de outubro, foi instituído pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 1990. A data reconhece tanto as oportunidades quanto os desafios do envelhecimento populacional, ao mesmo tempo em que promove o desenvolvimento de uma sociedade que atenda às necessidades de pessoas de todas as idades.
A adoção do “Plano de Ação Internacional de Madrid sobre o Envelhecimento”, ocorrida em 2002, na Segunda Assembleia Mundial sobre o Envelhecimento, marca um ponto de virada na maneira como o mundo aborda o desafio fundamental de “construir uma sociedade para todas as idades”.
O Plano oferece uma nova e ousada agenda para lidar com a questão do envelhecimento no século XXI. Concentra-se em três áreas prioritárias: pessoas idosas e desenvolvimento; promoção da saúde e do bem-estar na velhice; e garantia de ambientes favoráveis e de apoio.
Desde que o Plano de Madrid foi adotado, o número de pessoas com 60 anos ou mais em todo o mundo aumentou de cerca de 634 milhões em 2002 para 1,26 bilhão em 2026, com previsão de chegar a 2,11 bilhões até 2050. Estima-se que sua participação na população mundial cresça de 15,2% em 2026 para 21,8% em 2050. A população com 80 anos ou mais cresce ainda mais rapidamente, passando de cerca de 174 milhões em 2026 para uma projeção de 446 milhões em 2050.
Estimam-se aumentos mais moderados na Europa e na América do Norte, de 307 milhões para 374 milhões, e na Austrália e na Nova Zelândia, de 7,8 milhões para 11,4 milhões. Na América Latina e no Caribe, projeta-se que o número aumente de 101 milhões para 183 milhões.
No Brasil, o Dia Nacional do Idoso foi instituído pela Lei nº 11.433/2006 sendo comemorado também em 1º de outubro – data da aprovação do Estatuto da Pessoa Idosa (Lei nº 10.741), destinado a regular questões familiares, de saúde, discriminação e violência contra o idoso com idade igual ou superior a 60 anos.
O País tem cerca de 36 milhões de pessoas nessa faixa etária, segundo dados do IBGE, de 2024, aproximadamente 17% da população. Com um crescimento médio estimado em 1,1 milhão de idosos por ano, o envelhecimento populacional é uma realidade concreta e irreversível.
Isso representa um importante ganho social, resultado da melhoria das condições de vida, incluindo a ampliação do acesso a ações e serviços de promoção da saúde e prevenção de doenças, avanços nas tecnologias de saúde, aumento da cobertura de saneamento básico, maior nível de escolaridade e renda, entre outros determinantes sociais da saúde, e a garantia de todos os direitos sociais.
São direitos garantidos aos idosos:
– O atendimento preferencial imediato e individualizado junto aos órgãos públicos e privados prestadores de serviços à população;
– A preferência na formulação e na execução de políticas sociais públicas específicas;
– A destinação privilegiada de recursos públicos nas áreas relacionadas com a proteção ao idoso;
– A viabilização de formas alternativas de participação, ocupação e convívio do idoso com as demais gerações;
– A priorização do atendimento do idoso por sua própria família, em detrimento do atendimento asilar, exceto dos que não a possuam ou careçam de condições de manutenção da própria sobrevivência;
– A capacitação e reciclagem dos recursos humanos nas áreas de geriatria e gerontologia e na prestação de serviços aos idosos;
– O estabelecimento de mecanismos que favoreçam a divulgação de informações de caráter educativo sobre os aspectos biopsicossociais de envelhecimento;
– A garantia de acesso à rede de serviços de saúde, como o SUS, por exemplo, e de assistências sociais locais;
– A prioridade no recebimento da restituição do Imposto de Renda.
Perfil de saúde no envelhecimento:
O envelhecimento é um processo heterogêneo que decorre da interação entre aspectos orgânicos, funcionais, psicossociais e ambientais. Por isso, o cuidado com a saúde deve ir além da identificação de doenças, considerando também a funcionalidade, o contexto de vida e o suporte social. Tradicionalmente, a atenção às pessoas com 60 anos ou mais esteve centrada em:
– Doenças crônicas não transmissíveis (como hipertensão e diabetes) e descompensações a elas relacionadas;
– Agravos agudos, como quedas, traumas e infecções.
No entanto, a presença de condições crônicas ou disfunções orgânicas não implica, necessariamente, perda de autonomia ou de independência. Uma abordagem atualizada e centrada na pessoa reconhece que o estado de saúde na velhice não pode ser reduzido à presença ou à ausência de diagnósticos clínicos.
No âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), a Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa (PNSPI) estabelece diretrizes para a atenção integral a quem tem 60 anos ou mais. O objetivo é recuperar, manter e promover a autonomia e a independência funcional, reconhecendo o envelhecimento como um processo natural e heterogêneo. Na prática, a política:
– Orienta a organização das redes de atenção, assegurando cuidado contínuo e integral;
– Promove o envelhecimento saudável, a prevenção de agravos e a redução de incapacidades;
– Fortalece a importância da avaliação multidimensional da pessoa idosa;
– Prevê a integração com outras políticas e setores, como assistência social e direitos humanos, fortalecendo ações comunitárias e domiciliares e oferecendo suporte a cuidadores e famílias.
A PNSPI é um instrumento essencial para responder ao rápido crescimento da população idosa no País e garantir acesso a cuidados qualificados, centrados na funcionalidade e na qualidade de vida!
A promoção da saúde e a redução de riscos entre os idosos envolve a abordagem de temas, como:
– Alimentação saudável;
– Atividade Física;
– Luto;
– Saúde Bucal;
– Saúde mental;
– Sexualidade;
– Uso de Medicamentos;
– Vacinação;
– Prevenção de quedas.
Dicas práticas sobre prevenção de quedas:
– Falar: conversar com profissionais de saúde, familiares e cuidadores sobre quedas e tropeços, informando quando, como e onde ocorreram;
– Movimentar-se: praticar atividades físicas que fortalecem os músculos e melhoram o equilíbrio ajuda a reduzir o risco de quedas;
– Ver: realizar exames de vista regularmente e atualizar os óculos quando necessário;
– Cuidar dos pés: fazer avaliação periódica dos pés, especialmente se tiver diabetes, e utilizar calçados adequados;
– Cuidar da casa: a maioria das quedas acontece no domicílio. Garantir boa iluminação, instalar barras de apoio, principalmente no banheiro, e manter o ambiente organizado e seguro.
Em alusão ao 36º Dia Internacional das Pessoas Idosas, a Organização das Nações Unidas (ONU), promove o evento: “A Era da Longevidade: Repensando Sistemas para Vidas Mais Longas”.
Data: 8 de outubro de 2026
Local: Sede das Nações Unidas / Nova Iorque
Mais informações estão disponíveis aqui!
Fontes:
Ageing Better (Reino Unido)
Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais das Nações Unidas
Ministério da Saúde