POLÍTICA INFORMADA POR EVIDÊNCIAS; GESTÃO EM SAÚDE; ANÁLISE QUALITATIVA; ANÁLISE QUANTITATIVA; BRASIL
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LIMA, A. A. de et al. Capacidade institucional para adquirir, avaliar, adaptar e aplicar evidências no Brasil: estudo misto, 2024. Epidemiologia e Serviços de Saúde, v. 35, p. e20250458, 2026. Disponível em Scielo
Objetivo: Avaliar a capacidade institucional da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação e do Complexo Econômico-Industrial da Saúde do Ministério da Saúde (SECTICS/MS) em utilizar evidências científicas na tomada de decisão. Métodos: Estudo misto de duas fases realizado entre agosto e setembro de 2024 nos cinco departamentos da SECTICS/MS. Os dados foram coletados através de questionários, baseados na versão brasileira da “Ferramenta 4A”, que avalia quatro dimensões: Adquirir, Avaliar, Adaptar e Aplicar evidências e foram quantificados utilizando o software SPSS (versão 30). Resultados: Dos 15 representantes convidados, 12 participaram da fase quantitativa (fase 1). Destes, 4 aceitaram participar da fase qualitativa (fase 2). A maioria possuía doutorado (67%), vínculo estatutário (75%) e atuava há cinco anos ou mais no Ministério da Saúde (67%). Todos relataram conhecer as políticas informadas por evidências. As dimensões “adquirir” (82%) e “avaliar” (72%) obtiveram alta concordância, o que indicou capacidade institucional consolidada. A dimensão “aplicar” teve (63,0%) e a “adaptar”, o menor índice (47%), evidenciando fragilidades. Os participantes reforçaram a importância das evidências para a otimização de processos, mas apontaram desigualdade entre departamentos e limitações estruturais, como falta de tempo, barreiras de acesso a artigos e ausência de ferramentas de tradução do conhecimento. Conclusão: O estudo evidenciou avanços nas capacidades institucionais de adquirir e avaliar evidências. No entanto, persiste a necessidade de fortalecer a adaptação e aplicação das evidências, especialmente por meio de investimentos em tradução do conhecimento que aproximem evidências, gestores e população.