DOENÇA DE CHAGAS; CONTROLE DE VETORES DE DOENÇAS; PARTICIPAÇÃO DA COMUNIDADE; SAÚDE PÚBLICA; REVISÃO
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MENDONÇA, V. J. et al. Estratégias para prevenção e controle da doença de Chagas: revisão rápida de revisões sistemáticas, 2024. Epidemiologia e Serviços de Saúde, v. 35, p. e20250495, 2026. Disponível em Scielo
Objetivo: Identificar estratégias eficazes de prevenção e controle da doença de Chagas. Métodos: Trata-se de revisão rápida de revisões sistemáticas. A busca foi realizada, sem restrição temporal, nas bases Medline (via PubMed) e Embase em março de 2024. A seleção foi realizada por duplas de revisores no Rayyan, com extração em planilha padronizada. A avaliação da qualidade metodológica foi feita por meio da ferramenta Assessment of Multiple Systematic Reviews, versão 2. Os dados foram analisados e apresentados de forma narrativa. Resultados: De 21 revisões identificadas, 4 revisões sistemáticas foram incluídas. A primeira, que reuniu 93 estudos, apontou o uso de inseticidas como intervenção eficaz na redução da infestação, embora com reinfestações frequentes, e destacou a notificação comunitária de vetores como estratégia mais custo-efetiva em relação à vigilância ativa ou a dispositivos passivos. A segunda abordou o monitoramento de animais domésticos e silvestres como sentinelas para identificação de áreas de risco e apoio a políticas públicas. A terceira reforçou a proteção domiciliar com inseticidas, mas apresentou resultados inconsistentes para cortinas e mosquiteiros impregnados. A quarta, com apenas um estudo sobre doença de Chagas, tratou de ações educativas e manejo ambiental voltados à mudança comportamental e à redução da infestação. Todas apresentaram qualidade metodológica criticamente baixa. Conclusão: O controle da doença de Chagas continua sendo baseado em inseticidas, o que ressalta a participação comunitária como complemento estratégico para garantir a sustentabilidade. Devido ao número limitado e à baixa qualidade metodológica dos estudos, recomenda-se cautela ao aplicar esses achados.