ALEITAMENTO MATERNO; DESMAME; ATENÇÃO INTEGRADA ÀS DOENÇAS PREVALENTES NA INFÂNCIA; ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE; ENFERMAGEM PEDIÁTRICA
061
CAVALHEIRO, V. S. et al. Aleitamento materno como proteção a agravos no primeiro ano de vida: um estudo de coorte. Texto & Contexto – Enfermagem, v. 34, p. e20240221, 2025. Disponível em Scielo
Objetivo: Analisar a adesão ao aleitamento materno como determinante para a prevenção de agravos prevalentes no primeiro ano de vida em Palmeira das Missões/Rio Grande do Sul. Método: recorte de um estudo matricial de coorte que acompanhou 350 crianças nascidas em 2022. A coleta de dados foi realizada por meio de relatórios dos prontuários eletrônicos da Atenção Primária à Saúde e respostas a um formulário enviado aos responsáveis pelos lactentes, obtendo-se 148 respostas válidas. O período de coleta de dados foi de dezembro de 2023 a abril de 2024. A análise dos dados, realizada no programa estatístico Software Statistical Package for the Social Sciencesv (SPSS), incluiu caracterização descritiva, comparação de frequências e cálculo de risco relativo. Resultados: Cerca de 50 % das crianças foram amamentadas exclusivamente até os seis meses. Fatores de risco para a descontinuidade do aleitamento materno exclusivo incluíram informações falsas, dificuldades na amamentação e trabalho materno. O aleitamento materno exclusivo foi considerado um fator protetor contra a diarreia e contribuiu para uma maior duração da amamentação. Conclusão: O aleitamento materno exclusivo até o sexto mês de vida é um fator protetor contra eventos de diarreia durante o primeiro ano do lactente. Destaca-se a importância do aleitamento materno na redução de agravos na infância e o papel dos profissionais de saúde na educação e desmistificação de informações incorretas.