O acompanhamento, monitoramento e avaliação das ações desenvolvidas pela ANS e implementadas pelas suas Diretorias por meio da construção de indicadores de processo e resultados que sejam capazes de dimensionar sua eficácia e seu custo/efetividade torna-se um eixo imprescindível do programa de Qualificação.
Os indicadores que compõem este programa são medidas-síntese que contêm um recorte de informações relevantes sobre determinados atributos e dimensões da proficiência, desempenho, estrutura e operação do sistema de saúde suplementar e que impacta o nível de saúde dos beneficiários.
Elementos diferentes e importantes constituíram os indicadores de estrutura e operação, como por exemplo, a rede hospitalar da operadora e sua dinâmica, a quantidade de beneficiários envolvidos, o tempo de adesão ao plano de saúde e a realização de determinado procedimento, para citar alguns.
A revisão bibliográfica atuou como ponto de partida para os indicadores de estrutura e operação.Consultaram-se referências nacionais, como o "Projeto de desenvolvimento de metodologia de avaliação de desempenho do sistema de saúde brasileiro - PROADESS" realizado pela Fiocruz; internacionais, como os estudos do Australian Institute of Health and Welfare e Hedis, além de publicações disponíveis no Scielo e outras fontes de literatura.
A seleção dos indicadores buscou privilegiar aqueles que pudessem ter a sua viabilidade contemplada pela disponibilidade de dados gerados de forma regular e manejados em um sistema dinâmico de informações implementado na ANS. O Sistema de Registro de Produtos - RPS, o Sistema de Informações de Beneficiários - SIB, o Sistema de Informações de Produtos - SIP e o Cadastro de Operadoras - CADOP foram as principais fontes utilizadas. Ressalte-se que a confiabilidade das medidas é relacionada diretamente com a qualidade de dados.
Durante a elaboração, indicadores que possuíam a propriedade de estar interligados a outros do conjunto, propiciando interpretações complementares, foram selecionados, pois quando analisados conjuntamente, refletem, a partir da operação e estrutura disponibilizada pela operadora, como ela se organiza para fazer frente às necessidades e interesses dos beneficiários, a presença ou não de uma política cuidadora e o grau de cumprimento das normativas da ANS que visam à redução de conflitos no atendimento.
Com a finalidade de possibilitar um fácil manejo desses instrumentos, ao lado das necessárias características de relevância, validade e precisão, foi incorporado ao programa apenas um grupo seleto, subsidiando dessa forma a definição de objetivos e metas da saúde suplementar e o auxílio à tomada de decisões, baseadas em evidências pelas operadoras, beneficiários e ANS.
A comparabilidade de tempos em tempos serve para avaliar o impacto que as ações tomadas pelas operadoras são capazes de modificá-los positivamente. Privilegia-se e incentiva-se, assim, a melhoria contínua dos serviços prestados.
Os componentes utilizados na formulação dos mesmos foram divididos em três grandes panoramas - os beneficiários, a estrutura da rede hospitalar e a disponibilidade de dados da operadora.
No escopo dos beneficiários, os indicadores que constam deste programa estenderam a proposta de quantificar os indivíduos, inserindo também a variável do tempo de uso e tempo esperado. Assim, é possível a comparação de quantidades em épocas diferentes, caracterizando a permanência ou fixação. Isto é um refinamento importante, porque permite o uso complementar com os instrumentos que utilizam informações como as do fluxo de carteira e período de utilização do plano de saúde.
Juntamente ao acompanhamento temporal, é necessária a qualificação das relações contratuais dos beneficiários na operadora, ou seja, o volume que se encontra amparado sob a Lei 9.656/98, comparado aos que estão com planos de saúde em vigência anterior a ela ou em processo de migração ou adaptação. Na estrutura da rede hospitalar, outra dimensão importante, buscou-se avaliar o grau com que são substituídas ou excluídas entidades hospitalares, considerando-se que tal movimento pode impactar a qualidade da atenção aos beneficiários, caso comprometa a acessibilidade ou processos importantes vinculados à rede. A relação de contratualização entre operadora e prestador também foi contemplada com um instrumento que avalia o grau de cumprimento dos normativos desta Agência. Com isso, busca-se garantir um ambiente favorável ao melhor funcionamento da rede hospitalar. Em seguida, a análise de informações sobre o aporte de beneficiários na rede do SUS também foi assegurada, inclusive no que se refere ao ressarcimento.
Compreendendo que a disponibilidade de dados possui importância vital para o alcance do sinergismo desejado em direção à qualidade entre o órgão regulador e operadora, a freqüência do envio para os sistemas de informação da Agência foi o objeto de uma medida-síntese combinada. Consolida-se, então, o último pilar em que se apóia a análise de estrutura e operação.
Para a avaliação desta dimensão, serão utilizados os seguintes indicadores: Índice de Ressarcimento
Taxa de Internações de beneficiários da operadora na rede hospitalar do SUS
Proporção de Permanência de Beneficiário
Tempo Relativo de Permanência do Beneficiário
Taxa de Variação de Beneficiários
Proporção de Beneficiários de Planos Antigos
Índice de Adaptação/Migração de Contratos
Variação da Rede Hospitalar
Taxa de Contratualização da Rede Hospitalar
Taxas de Regularização
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