“Custos de saúde inacessíveis? Chega!” : 12/12 – Dia da Saúde Universal 2025
Em 12 de dezembro, anualmente, desde 2012, a Região das Américas se une nesta data importante para lembrar que todas as pessoas, independentemente de suas condições econômicas ou sociais, devem ter acesso a bens e serviços de saúde sem enfrentar dificuldades econômicas ou barreiras de acesso que limitem seu desenvolvimento humano.
A celebração teve início quando a Organização das Nações Unidas (ONU), endossou a cobertura universal de saúde como uma prioridade essencial para o desenvolvimento internacional.
O slogan da campanha deste ano é “Custos de saúde inacessíveis? Chega! ”. Para centenas de milhões de pessoas, o acesso à saúde continua inacessível, especialmente para aqueles que já lutam para suprir outras necessidades básicas, como alimentação, educação ou moradia. Isso é inaceitável e não pode ser tolerado!
Em 2024, os governos foram cobrados pelos seus compromissos globais com a cobertura universal de saúde (CUS). Agora, é preciso lembrar aos tomadores de decisão governamentais que por trás de cada estatística existe uma vida humana valiosa.
A campanha do Dia da Saúde Universal de 2025 pressionará por ações imediatas e concretas para defender o direito à saúde. Como? Começando por desafiar o status quo.
Não é normal que as pessoas deixem de receber cuidados de saúde ou adiem o acesso a eles por causa do custo. Ou que sejam empurradas para a pobreza ou nela afundem ainda mais ao pagar por cuidados de saúde do próprio bolso. Os custos inacessíveis da saúde estão tornando as comunidades mais pobres e mais doentes. Estão agravando as desigualdades e impedindo que os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável sejam alcançados.
Apesar dos inúmeros compromissos políticos de alto nível para chegar à Cobertura Universal de Saúde até 2030, mais da metade da população mundial ainda não tem acesso a serviços essenciais. Uma em cada quatro pessoas enfrenta dificuldades financeiras ao pagar por cuidados de saúde, muitas vezes em detrimento de necessidades básicas.
Populações mais saudáveis fomentam comunidades mais resilientes, produtivas, pacíficas e prósperas. Quando as pessoas adiam ou deixam de buscar cuidados de saúde devido aos custos, correm o risco de piorar os resultados de saúde e de sofrer um ônus financeiro e de saúde em longo prazo.
Por outro lado, quando os governos priorizam o acesso das pessoas a esses cuidados, lançam as bases para um progresso sustentável em todos os setores.
No Dia da Saúde Universal, a Organização Mundial da Saúde (OMS) apela para ações urgentes na implementação de medidas de proteção financeira e na eliminação dos custos de saúde pagos diretamente pelos pacientes para aqueles que mais precisam, incluindo pessoas de baixa renda ou com doenças crônicas.
O Relatório Global de Monitorização da Cobertura Universal de Saúde 2025 mostra que o Índice de Cobertura de Serviços aumentou de 54 para 71 pontos entre 2000 e 2023.
No mesmo período, a percentagem de pessoas que enfrentam dificuldades financeiras devido a despesas diretas nesse campo diminuiu de 34% para 26%.
O estudo aponta avanços desde 2000, com melhorias no acesso e na redução dos custos diretos; desigualdades ainda persistem e mais de 1 bilhão de pessoas continuam sem proteção adequada.
Cobertura Universal de Saúde (CUS) é a garantia de que todas as pessoas e comunidades tenham acesso a serviços de saúde essenciais e de qualidade, sem enfrentar dificuldades financeiras, abrangendo promoção, prevenção, tratamento e reabilitação, sendo uma meta global dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
Tem como foco a equidade, garantindo que ninguém seja deixado para trás e baseia-se em três pilares: cobertura populacional, cobertura de serviços e proteção financeira.
No Brasil, a saúde é um direito de cidadania de todas as pessoas e cabe ao Estado assegurá-lo, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), de acordo com os princípios de universalidade, integralidade e equidade.
A cobertura universal de saúde envolve aspectos como:
– Acesso sem barreiras: Inclui remover barreiras financeiras, geográficas, culturais, de gênero e sociais para o acesso à saúde.
– Serviços abrangentes: Engloba toda a gama de serviços de saúde, desde a promoção da saúde (como vacinação e vigilância) até cuidados paliativos e reabilitação, focando nas causas mais significativas de doença e morte.
– Proteção financeira: Assegura que o uso dos serviços de saúde não leve as pessoas à pobreza.
– Equidade e não discriminação: Garante que populações marginalizadas recebam os mesmos cuidados, sem distinção de raça, idade, sexo, orientação sexual, etc.
Como parte das atividades alusivas ao Dia da Saúde Universal, a Organização Pan-americana da Saúde (OPAS) promove um evento virtual no dia 12 de dezembro de 2025, às 11h (horário de Brasília). As inscrições estão disponíveis aqui!
Fontes:
Ministério da Saúde
ONU News
Organização Mundial da Saúde (OMS)
Organização Pan-americana da Saúde (OPAS)
Publicado: Thursday, 01 de January de 1970