“Da cabeça aos pés, assuma o controle: Previna a trombose. Proteja sua saúde” : 13/10 – Dia Mundial da Trombose 2026

O Dia Mundial da Trombose, celebrado anualmente em 13 de outubro desde 2014, foi instituído pela International Society on Thrombosis and Haemostasis (ISTH) com o objetivo de chamar a atenção para uma ameaça à saúde global frequentemente negligenciada: a trombose, ou a formação de coágulos sanguíneos. Apesar de ser uma das principais causas de morte e incapacidade, a conscientização pública sobre o tema ainda é baixa.

Mais do que apenas um destaque no calendário, a data comemorativa é um movimento contínuo, realizado ao longo de todo o ano, para aumentar a conscientização, capacitar as pessoas a conversarem com seus profissionais de saúde, incentivar instituições a agirem e defender sistemas de assistência mais robustos.

Em 2026, o tema “Da cabeça aos pés, assuma o controle: previna a trombose, proteja sua saúde” pretende destacar a saúde da mulher. O risco de coágulos sanguíneos pode variar ao longo da vida das mulheres — da adolescência e da saúde reprodutiva, passando pela gravidez, pelo pós-parto e pela menopausa, até as fases seguintes.

Os coágulos sanguíneos representam uma ameaça grave e muitas vezes subestimada à saúde das mulheres, o que a torna uma das principais causas de infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e tromboembolismo venoso (TEV), e as mulheres enfrentam riscos específicos que variam ao longo da vida.

Os principais fatores de risco para trombose venosa profunda (TVP) e embolia pulmonar (EP) em mulheres incluem:

– Contracepção hormonal e terapias hormonais;
– Gravidez e recuperação pós-parto;
– Condições de saúde reprodutiva, como a síndrome do anticorpo antifosfolípide;
– Distúrbios hereditários de coagulação, como a trombofilia (tendência aumentada de desenvolver trombose).

Todos os anos, uma em cada quatro pessoas no mundo morre devido a condições relacionadas à trombose. Os coágulos sanguíneos são a causa subjacente das três principais doenças cardiovasculares fatais: infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e tromboembolismo venoso (TEV). No entanto, a maioria das pessoas desconhece os sinais, sintomas ou fatores de risco. Mesmo nos sistemas de saúde, ainda existem lacunas na prevenção, no diagnóstico e no tratamento.

Os coágulos sanguíneos representam uma ameaça crítica à saúde, associada a diversas condições médicas graves. A trombose — incluindo a trombose venosa profunda (TVP) e a embolia pulmonar (EP) — ​​aumenta significativamente o risco de complicações potencialmente fatais em pacientes com câncer, doenças cardíacas, diabetes, obesidade e outras condições crônicas.

A trombose é uma das principais causas subjacentes dos eventos cardiovasculares mais devastadores do mundo, incluindo infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e tromboembolismo venoso (TEV); no entanto, a conscientização pública permanece criticamente baixa.

Muitas pessoas não sabem que certas condições médicas, tratamentos e fatores relacionados ao estilo de vida aumentam drasticamente o risco de coágulos sanguíneos, tornando as estratégias de prevenção essenciais para proteger a saúde e melhorar os resultados do tratamento.

As pesquisas mostram que:

– Pacientes com câncer têm até quatro vezes mais chances de desenvolver coágulos sanguíneos;
– Indivíduos com câncer, diabetes, obesidade e doenças cardíacas enfrentam riscos significativamente maiores de trombose;
– Muitos coágulos com potencial risco de morte ocorrem em pacientes que já estão sob cuidados médicos devido a outras doenças.

Ao compreender essas conexões, pacientes e profissionais de saúde podem implementar estratégias de prevenção abrangentes para reduzir riscos e melhorar os resultados.


Trombose é o resultado da formação de um coágulo sanguíneo (trombo) em uma ou mais veias do corpo. Esse coágulo bloqueia o retorno do fluxo sanguíneo e causa edema e dor na região afetada.

Como pode se desprender e se movimentar pela corrente sanguínea, é possível que o coágulo bloqueie a artéria pulmonar restringindo o fluxo de sangue nos pulmões e provoque a embolia pulmonar – problema grave, que pode ser fatal.

Os sintomas da embolia pulmonar são mais nítidos e o atendimento deve ser feito imediatamente: dor no peito, falta de ar, tosse repentina (com possibilidade de expectorar sangue), sudorese e tontura, entre outros.

A trombose venosa profunda pode ocorrer sem sintomas, mas, quando presentes, os principais são:

– Dor;
– Calor;
– Vermelhidão;
– Inchaço;
– Rigidez da musculatura na região em que se formou o trombo.

Pacientes submetidos a cirurgias de joelho, quadril e trauma (como fraturas) são os principais grupos de risco para desenvolver trombose, geralmente localizada nas pernas.

O desenvolvimento de trombose após cirurgia tem sinais claros: 

– Uma dor diferente da dor da cirurgia;
– Vermelhidão ao longo da perna, que aparece de repente;
– Inchaço na perna (que apareceu de repente ou que está piorando);
– Aumento da temperatura (calor) na perna que está doendo;
– Respiração curta e rápida e palpitações, podendo acontecer desmaio;
– Tosse com sangue;
– Dor no peito ou nas costas (que não seja comum).


O tratamento da trombose consiste, primeiramente, em evitar o crescimento do trombo e, eventualmente, o seu desprendimento em direção ao pulmão, a fim de afastar a possibilidade de embolia pulmonar. Em segundo lugar, impedir o agravamento do quadro, para que não haja sequelas nas pernas, como a hipertensão venosa, que deixa a perna mais inchada, de coloração escura e, em alguns anos, o surgimento de ferimentos (síndrome pós-trombótica).

A doença é tratada por um período de 3 a 6 meses, na maioria dos casos, mas para pacientes que tiveram o problema mais de uma vez, o tratamento pode ser prolongado e até durar para a vida toda.


Fatores de risco para desenvolver Trombose Venosa Profunda:

– Idade;
– Uso de medicações, como contraceptivos orais, quimioterápicos e tratamentos hormonais;
– Obesidade;
– Presença de varizes nas pernas;
– Gravidez;
– Pós-parto;
– Tabagismo;
– Câncer;
– AVC (Acidente Vascular Cerebral);
– Traumatismos, principalmente nas extremidades inferiores (o risco é de aproximadamente 70%);
– Doenças crônicas, como insuficiência cardíaca e doenças pulmonares crônicas;
– Doenças agudas, como infarto do miocárdio, e infecções, como pneumonia;
– Fraturas ósseas.


Medidas de prevenção:

– Procurar um médico para saber se pertence ao grupo de risco, pois existem medidas preventivas que podem e devem ser adotadas;
– Parar de fumar. Os componentes do cigarro provocam lesões nas veias e artérias;
– Não consumir bebidas alcoólicas ou consumi-las de forma moderada;
– Movimentar-se. As consequências da síndrome da classe econômica em viagens aéreas podem ser atenuadas ao ficar em pé ou dar pequenas caminhadas. Vestir meias elásticas ou massagear a panturrilha pressionando-a de baixo para cima ajuda muito;
– Andar sempre que possível. Ao trabalhar muitas horas na posição sentada, levantar-se para tomar água ou café, olhar a rua, ir ao banheiro;
– Usar meias elásticas especialmente se tiver varizes;
– Não se automedicar. Procurar assistência médica imediatamente se apresentar algum sintoma que possa sugerir a formação de um trombo.


Em alusão ao Dia Mundial da Trombose, a Sociedade Brasileira de Trombose e Hemostasia promoverá um evento na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), localizada na Avenida Paulista, 1313 – Bela Vista, 01311-923 São Paulo – SP. O encontro vai realizar-se em 16 de outubro de 2026, das 9 às 14 horas.


Fontes:

Biblioteca Virtual em Saúde: Notícia
International Society on Thrombosis and Haemostasis (ISTH)
Ministério da Saúde
Sociedade Brasileira de Trombose e Hemostasia (SBTH)



Termos e Condições de Uso | Política de Privacidade