EDUCAÇÃO EM SAÚDE; EDUCAÇÃO SEXUAL; INFECÇÃO SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEL; SAÚDE DO ADOLESCENTE; ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE

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ROCHA, M. F. N. da et al. Concepções de médicos e enfermeiros sobre educação em saúde em infecções sexualmente transmissíveis na adolescência. Revista Gaúcha de Enfermagem, v. 46, n. spe1, p. e20250073, 2025. Disponível em Scielo

Objetivo: Descrever as concepções de médicos e enfermeiros de família e comunidade sobre educação em saúde em infecções sexualmente transmissíveis na adolescência. Método: Estudo descritivo com abordagem qualitativa, realizado entre agosto e novembro de 2023 com médicos e enfermeiros de família e comunidade de um município do interior de Pernambuco, Brasil. Para coleta de dados, utilizou-se um questionário sociodemográfico e entrevista individual semiestruturada. Os dados foram analisados por meio da técnica de análise de conteúdo de Bardin. Resultados: Participaram 16 profissionais de saúde que reconheceram a educação em saúde como uma estratégia prioritária na Atenção Primária, por promoverem qualidade de vida, estímulo ao pensamento crítico-reflexivo e empoderamento na tomada de decisão dos adolescentes. A escola foi destacada como o principal ambiente para a realização dessas práticas educativas. Observou-se ainda a preferência por dinâmicas dialógicas com linguagem popular, apresentações audiovisuais, uso de humor e recursos lúdicos. Conclusão: Os profissionais reconhecem a importância das ações de educação em saúde sobre IST como estratégias fundamentais para a promoção de comportamentos preventivos entre adolescentes. No entanto, fatores como a resistência familiar, tabus culturais e a insuficiência de recursos ainda constituem entraves para a implementação e abrangência dessas práticas no cotidiano dos serviços de saúde.



Publicado: Thursday, 01 de January de 1970

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