Icterícia do recém-nascido (icterícia neonatal)

A icterícia é o amarelamento da pele e da parte branca dos olhos. O problema é causado pelo acúmulo de bilirrubina no sangue – uma substância produzida pelo fígado como resultado da filtragem dos glóbulos vermelhos que é realizada pelo órgão. Normalmente, ela é eliminada nas fezes e na urina.
No caso dos bebês, o fígado ainda está em desenvolvimento e nem sempre consegue processar a bilirrubina de forma eficiente, provocando o acúmulo da substância no organismo. Isso não significa que haja alguma doença no fígado, apenas uma transição entre a vida dentro do útero (onde a placenta era responsável por eliminar a bilirrubina) e a vida após o nascimento.
A cor amarela alaranjada aparece em primeiro lugar no rosto, depois no tórax e no abdômen, nas pernas e, finalmente, nas palmas das mãos e nas plantas dos pés. Ao desaparecer, ela segue o caminho contrário e desaparece primeiro nos pés e pernas e, por último, no rosto.
Geralmente a icterícia surge após as primeiras 24h de vida, pode aumentar até o 4° dia e desaparece próximo ao 10° dia de vida. Nos recém-nascidos prematuros este processo pode ser mais intenso e demorar mais.
Para garantir que o problema seja identificado e possa ser cuidado de forma correta, os profissionais de saúde realizam exames observando a coloração da pele sob luz natural e testes de bilirrubina do sangue e pele do bebê.
De acordo com as causas, a icterícia neonatal pode ser:
– Fisiológica: é a mais comum e ocorre devido à falta de amadurecimento do fígado do recém-nascido. Ela tende a desaparecer dentro de 1 a 2 semanas, sem necessidade de tratamento.
– Por aleitamento materno: acontece quando o bebê não está recebendo leite materno suficiente.
– Patológica: ocorre quando há algum problema como a incompatibilidade sanguínea entre mãe e bebê, infecções ou doenças do fígado.
Há casos em que a icterícia neonatal pode ser ocasionada por alguma doença e precisa ser investigada. Por exemplo:
– Quando surge já nas primeiras 24 horas após o nascimento;
– Quando as concentrações de bilirrubina no sangue estão acima dos valores considerados normais;
– Quando demora mais de duas semanas para acabar, a não ser em casos de bebês prematuros.
Obs.: Níveis muito altos de bilirrubina podem afetar o cérebro. Se a causa for o mau funcionamento do fígado, é preciso que seja tratado para evitar sequelas.
Tratamento:
A maioria dos casos de icterícia no recém-nascido se resolve naturalmente à medida que o fígado do bebê amadurece.
Em algumas situações, de acordo com a gravidade e a causa do problema, pode ser necessário que o bebê receba banhos de luz especial que ajudam a eliminar a bilirrubina em excesso.
Pode ainda haver necessidade de um procedimento de emergência para substituir o sangue do recém-nascido por sangue doador. Quando há incompatibilidade sanguínea, medicamentos são utilizados para reduzir os anticorpos que atacam os glóbulos vermelhos do bebê.
Prevenção:
Embora a icterícia neonatal não possa ser totalmente prevenida, é possível reduzir seu risco ou gravidade por meio da amamentação frequente. Alimentar o bebê regularmente ajuda o fígado a processar a bilirrubina e promove a eliminação de resíduos. Além disso, bebês bem hidratados processam a substância de forma mais eficiente.
Garantir a amamentação frequente, realizar os exames necessários e seguir as orientações médicas são passos fundamentais para o bem-estar do recém-nascido.
IMPORTANTE: Somente profissionais de saúde devidamente habilitados e de acordo com os limites legais de cada profissão podem diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios. As informações disponíveis nas Dicas em Saúde possuem apenas caráter educativo.
Dica elaborada em março de 2026
Fontes:
Hospital e Maternidade Santa Joana
Maternidade Brasília
Prematuridade.com
Rede D’Or São Luiz
Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein
Publicado: Thursday, 01 de January de 1970