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16/11 – Dia Nacional de Atenção à Dislexia

  • Publicado: Sexta, 13 de Novembro de 2020, 17h10
  • Última atualização em Sexta, 20 de Novembro de 2020, 11h49

A dislexia do desenvolvimento é considerada um transtorno específico de aprendizagem, de origem neurobiológica, caracterizada por dificuldade no reconhecimento preciso e/ou fluente da palavra, na habilidade de decodificação e em soletração.

Essas dificuldades normalmente resultam de um déficit no componente fonológico da linguagem e são inesperadas em relação à idade e outras habilidades cognitivas. (Definição adotada pela IDA – International Dyslexia Association, em 2002.

Sinais de dislexia na pré-escola:

- dispersão;
- fraco desenvolvimento da atenção;
- atraso do desenvolvimento da fala e da linguagem;
- dificuldade de aprender rimas e canções;
- fraco desenvolvimento da coordenação motora;
- dificuldade com quebra-cabeças;
- falta de interesse por livros impressos.

Sinais de dislexia na idade escolar:

- dificuldade na aquisição e automação da leitura e da escrita;
- conhecimento pobre de rima (sons iguais no final das palavras) e aliteração (sons iguais no início das palavras);
- desatenção e dispersão;
- dificuldade em copiar de livros e da lousa;
- dificuldade na coordenação motora fina (letras, desenhos, pinturas etc.) e/ou grossa (ginástica, dança etc.);
- desorganização geral, constantes atrasos na entrega de trabalho escolares e perda de seus pertences;
- confusão para nomear entre esquerda e direita;
- dificuldade em manusear mapas, dicionários, listas telefônicas etc.;
- vocabulário pobre, com sentenças curtas e imaturas ou longas e vagas.

Intervenção terapêutica:

Independentemente de quais forem as diversidades ou dificuldades nos processos de desenvolvimento e aprendizagem, a intervenção terapêutica sempre se faz necessária. Intervenções pontuais voltadas às particularidades de cada caso objetivam auxiliar na superação e adaptação de limitações e dificuldades, visando impulsionar o pleno desenvolvimento. Para crianças, adolescentes e adultos com desempenho atípico ou atrasado, a intervenção correta também ajudará no fortalecimento da autoestima e autovalorização.

Intervenção psicopedagógica: o papel do psicopedagogo é investigar os problemas existentes no processo do aprendizado. Seu trabalho visa atender, tratar e orientar o aluno e sua família, assim como a escola e seus professores, esclarecendo sobre os obstáculos que interferem diariamente na vida do educando.

Intervenção psicológica: dentre seus focos de trabalho destacam-se a psicoterapia infantil, de adolescentes e de adultos, acompanhamento familiar, sob perspectivas neurodesenvolvimentais, atuando com a criança, a família e a escola.

Intervenção neuropsicológica: consiste em avaliar e reabilitar/estimular as funções cognitivas (memória, atenção, linguagem oral e escrita, cálculo, capacidades visuo-espaciais, planeamento e ação, destreza manual, raciocínio, etc.).

Intervenção fonoaudiológica: o fonoaudiólogo vai intervir nas queixas de atraso no desenvolvimento da fala (linguagem oral), acompanhar as habilidades de leitura, escrita e de adaptação escolar. O objetivo principal é melhorar a atenção, a memória, a discriminação e a compreensão auditivas. Quanto mais precoce, intensiva e especializada for a intervenção, melhores serão os resultados. ​


A data comemorativa foi instituída pela Lei nº 13.085/2015 com o objetivo de difundir informações sobre o transtorno, conscientizar a sociedade e mostrar a importância do diagnóstico e tratamento precoces.

Fontes:

Associação Brasileira de Dislexia
Ministério da Educação

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