19/5 – Dia Mundial e Nacional de Doação de Leite Humano / Semana Nacional de Doação de Leite Humano 2026

Com o slogan “Doação de leite humano: solidariedade que nutre, vida que cresce”, começam em 19 de maio as celebrações do Dia e da Semana Mundial e Nacional de Doação de Leite Humano.


A data foi instituída pela Lei nº 13.227/2015,  com o objetivo de mobilizar profissionais de saúde, instituições públicas, organismos internacionais e a sociedade para ampliar a conscientização sobre a doação de leite humano e fortalecer os estoques dos bancos de leite em todo o país.

Na apresentação da campanha, a coordenadora de Atenção à Saúde das Crianças, Adolescentes e Jovens do Ministério da Saúde, Sônia Venâncio, ressaltou que o leite humano é essencial para a sobrevivência e recuperação de recém-nascidos prematuros e de baixo peso, contribuindo para a redução de complicações graves, como a enterocolite necrosante, além de representar uma importante economia para o Sistema Único de Saúde.

Presente em todo o território nacional, a Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano (rBLH), opera hoje com 239 bancos e 261 postos de coleta do leite humano e  é reconhecida internacionalmente como a maior e mais complexa rede de bancos de leite humano do mundo.

Em 2025, mais de 261 mil litros de leite humano foram coletados e cerca de 236 mil recém-nascidos foram beneficiados pela rede. O legado histórico da Rede é ainda mais profundo: desde o início do milênio, mais de 4 milhões de bebês prematuros de baixo peso, receberam o suporte nutricional necessário para sobreviver e crescer com saúde.

A campanha também reforça o compromisso com a sustentabilidade, a equidade e a promoção da saúde ao longo da vida, incentivando que mais mulheres lactantes se tornem doadoras e que gestores, profissionais e comunidades ampliem a divulgação sobre a importância da doação de leite humano em seus territórios.


O leite humano é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) o padrão ouro na alimentação infantil, insubstituível para proteger bebês vulneráveis; o aleitamento materno continua sendo o sistema alimentar mais resiliente e sustentável para bebês.

Agora, porém, a proteção desse direito biológico enfrenta uma complexa fronteira digital, pois evidências recentes da OMS revelaram que o marketing digital de substitutos do leite materno (SLM) não é mais apenas uma extensão da publicidade tradicional, mas um ecossistema sofisticado e multifacetado, projetado para burlar as regulamentações nacionais.

Enquanto o marketing tradicional é cada vez mais regulamentado, a ascensão da Inteligência Artificial (IA), do marketing de influência e da segmentação algorítmica criou um onipresente “ambiente digital de persuasão”. Esse ambiente opera por meio de táticas ocultas, como publicidade em aplicativos para pais e campanhas com influenciadores que promovem fórmulas lácteas comerciais sob o pretexto de aconselhamento pessoal, muitas vezes sem revelar vínculos comerciais.

Essa questão levou a OMS a publicar, em 2023, orientações sobre medidas regulatórias destinadas a restringir o marketing digital de substitutos do leite materno e, em 2025, a Assembleia Mundial da Saúde aprovou uma resolução para expandir as disposições do Código Internacional de Comercialização de Substitutos do Leite Materno para abordar o marketing digital de fórmulas infantis e alimentos para bebês.

Na região em que atua a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), onde a penetração digital é alta, a indústria de fórmulas lácteas comerciais utiliza mineração de dados para atingir cuidadores vulneráveis ​​em seus momentos de maior receptividade. Essa interferência sofisticada contribui diretamente para a persistente “tripla carga” da má nutrição e prejudica as metas globais de aleitamento materno. Para a OPAS, o desafio em 2026 não é mais apenas a adoção do Código Internacional de Comercialização de Substitutos do Leite Materno, mas sua aplicação dentro do ecossistema digital.


Em alusão ao Dia e Semana de Doação do Leite Humano, a OPAS promove o evento virtual “Digital Safeguards – Protecting Breastfeeding”. O webinar informará os Estados-Membros sobre a necessidade de monitorar e sancionar as violações digitais do Código Internacional, bem como sobre as estratégias e ferramentas recomendadas. Ao integrar a alfabetização digital às políticas de saúde pública, os Estados-Membros podem tomar medidas para proteger as famílias de interesses comerciais predatórios e salvaguardar a saúde das gerações futuras.

Serviço:

World Breastfeeding Week Webinar: Digital Safeguards – Protecting Breastfeeding

Data: 20 de maio de 2026
Horário: 12h (Hora de Brasília, Brasil)
Idiomas: Inglês e espanhol (interpretação simultânea)
Inscrições, aqui!


Também em comemoração à data, a rBLH promove o I Congresso da Rede Global de Bancos de Leite Humano, com transmissão ao vivo pelo seu canal no YouTube. O evento visa criar condições que favoreçam a ampliação da reflexão sobre as lições aprendidas a partir dos alcances e dos limites das iniciativas desenvolvidas pela Rede, bem como promover o alinhamento estratégico com a agenda global de saúde para o período de 2025 a 2028, estabelecida pela Organização Mundial da Saúde por meio do 14º Programa Geral de Trabalho (GPW14).

O Congresso busca, ainda, fortalecer o diálogo institucional com vistas à revitalização das ações necessárias para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), reafirmando o papel do leite humano como estratégia essencial de promoção da equidade, da resiliência dos sistemas de saúde e da redução da mortalidade infantil.

Serviço:

I Congresso da Rede Global de Bancos de Leite Humano

Data: 18 a 21 de maio de 2026
Local: Hotel Windsor Guanabara – Rio de Janeiro, Brasil
Evento em formato híbrido com transmissão pelo canal da rBLH no YouTube
Mais informações disponíveis aqui!


Um gesto simples com grandes benefícios

A doação de leite humano é um gesto simples, seguro e com potencial de transformar a vida de bebês internados. Para esclarecimento de dúvidas e orientações sobre doação de leite humano e amamentação, acesse a rBLH!

A OMS recomenda o aleitamento exclusivo até os seis meses de idade e como complemento até os dois anos ou mais.


Fontes:

Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz)
Ministério da Saúde
Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS)



Publicado: Thursday, 01 de January de 1970

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