21/9 – Dia Mundial e Dia Nacional de Conscientização da Doença de Alzheimer 2026
21 de setembro, Dia Mundial da Doença de Alzheimer, é o ponto alto da campanha de conscientização “Mês Mundial do Alzheimer” e Dia Nacional de Conscientização da Doença de Alzheimer, data instituída no Brasil por meio da Lei nº 11.736/2008, com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância da participação de familiares e amigos nos cuidados dispensados aos indivíduos que vivem com a condição.
Conscientização sobre a demência:
– Quase 80% do público geral preocupam-se em desenvolver demência, e uma em cada quatro pessoas acredita que não há nada que se possa fazer para preveni-la;
– 35% dos cuidadores em todo o mundo afirmaram ter ocultado o diagnóstico de demência de um familiar;
– 46% das pessoas que vivem com demência e dos cuidadores apontaram o medo do diagnóstico e o estigma como barreiras para o diagnóstico;
– Uma em cada quatro pessoas do público em geral acredita que nada pode ser feito para prevenir a demência; no entanto, pesquisas mostram que, ao abordar 14 fatores de risco modificáveis, até 45% dos casos poderiam ser postergados ou até mesmo prevenidos;
– 65% dos profissionais de saúde e assistência acreditam, erroneamente, que a demência é parte normal do envelhecimento;
– A baixa conscientização, juntamente com o estigma e a discriminação, pode impedir ou retardar a busca de orientação médica por parte de indivíduos preocupados com a demência. Um diagnóstico preciso de Alzheimer ou demência pode abrir caminho para opções de tratamento, cuidados e suporte, além de oferecer assistência para que as pessoas diagnosticadas vivam de forma independente pelo maior tempo possível;
– Estima-se que 55 milhões de pessoas vivam com demência em todo o mundo; no entanto, muitas delas não possuem um diagnóstico formal. Um diagnóstico preciso pode melhorar o acesso a tratamento, cuidados e suporte, permitindo que as pessoas diagnosticadas vivam de forma independente pelo maior tempo possível. Contudo, 85% das pessoas que vivem com demência não recebem suporte após o diagnóstico;
– Os governos têm a oportunidade e a responsabilidade de aumentar drasticamente a conscientização, a detecção e o diagnóstico da demência, cumprindo as metas do Plano de Ação Global sobre Demência da Organização Mundial da Saúde (OMS).
O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa, progressiva e ainda sem cura que afeta, majoritariamente, pessoas acima de 65 anos de idade, impactando a memória, a linguagem e a percepção do mundo. Provoca alterações no comportamento, na personalidade e no humor.
A Doença de Alzheimer (DA) e outras demências causam perda de memória e outros sintomas significativos que interferem na vida diária das pessoas. Esses sintomas não são naturais do envelhecimento, destacando-se:
– Problemas para completar tarefas que antes eram fáceis;
– Dificuldades para a resolução de problemas;
– Mudanças no humor ou na personalidade; afastamento de amigos e familiares;
– Problemas com a comunicação, tanto escrita como falada;
– Confusão sobre locais, pessoas e eventos;
– Alterações visuais, como problemas para entender imagens.
Trata-se de um distúrbio progressivo cujos sintomas podem ser divididos em três “fases”:
– Leve: falhas de memória e esquecimentos constantes; dificuldades em realizar tarefas complexas (como cuidar das finanças);
– Moderada: o paciente já necessita de ajuda para realizar tarefas simples, como se vestir;
– Avançada: o paciente necessita de auxílio para realizar qualquer atividade, como comer, tomar banho e outros cuidados de higiene.
Dez sinais de alerta para o Alzheimer:
– Problema de memória que chega a afetar as atividades e o trabalho;
– Dificuldade para realizar tarefas habituais;
– Dificuldade para comunicar-se;
– Desorientação no tempo e no espaço;
– Diminuição da capacidade de juízo e de crítica;
– Dificuldade de raciocínio;
– Colocar coisas no lugar errado, muito frequentemente;
– Alterações frequentes do humor e do comportamento;
– Mudanças na personalidade;
– Perda da iniciativa para fazer as coisas.
Fatores de risco:
Existem diversos fatores relacionados ao desenvolvimento da demência – alguns modificáveis, outros não. Ter membros da família com a doença, variações genéticas e aumento da idade, são fatores de risco não modificáveis.
Obs.: Embora a idade tenha influência no risco de surgimento da doença, a demência não é considerada parte normal do envelhecimento.
Tratamento:
Apesar de ainda não haver cura para o Alzheimer, existem opções para tratá-la: medicamentos (disponíveis nas farmácias do SUS), reabilitação cognitiva, terapia ocupacional, controle de pressão alta, diabetes e colesterol, além de atividade física regular podem ajudar a manter a qualidade de vida por mais tempo.
Prevenção:
– Ter uma vida ativa e com objetivos;
– Praticar atividade física regular por pelo menos 150 minutos por semana;
– Controlar os fatores de risco cardiovascular, como hipertensão e diabetes;
– Procurar estudar e adquirir conhecimento;
– Trabalhar a capacidade de concentração;
– Dormir bem.
Mais informações sobre o Alzheimer estão disponíveis no site da campanha “Setembro Lilás”.
Em julho de 2026, a Alzheimer’s Disease International (ADI) lançou o Atlas DA, que além de mapear o cenário global da doença — da infraestrutura de saúde às políticas sociais —, fornece informações baseadas em dados necessários para navegar pelo universo da DA.
Como parte das celebrações alusivas ao Dia Mundial, a ADI convida para o evento de Lançamento do Relatório Mundial sobre Alzheimer: Uma Nova Era nos Ensaios Clínicos sobre Demência que, em 2026, concentra-se nos ensaios clínicos — a força motriz e a única via para que esses avanços emergentes cheguem às pessoas que vivem com demência e para embasar futuras descobertas.
As inscrições estão disponíveis aqui!
Data: 21 de setembro de 2026
Horário: 11 h (Hora de Brasília, Brasil)
Fontes:
Alzheimer Disease International (ADI)
Associação Brasileira de Alzheimer
Federação Brasileira das Associações de Alzheimer (Febraz)
Imagem: Sesi (SP)
Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia