TUBERCULOSE; INDÍGENAS; PACIENTES DESISTENTES DO TRATAMENTO; MORTE
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BATISTA, J. F. C. et al. Tuberculose entre indígenas brasileiros: tendência temporal e fatores associados ao abandono do tratamento e óbito, 2013-2022. Ciência & Saúde Coletiva, v. 31, n. 7, p. e12932024, 2026. Disponível em Scielo
Objetivou-se analisar a tendência temporal e os fatores associados aos desfechos desfavoráveis da tuberculose em indígenas no Brasil no período de 2013-2022. Utilizou-se da regressão de Prais-Winsten para tendência temporal e regressão logística para os fatores associados aos desfechos usando a Odds Ratio (OR). Foram analisados 7.446 casos em indígenas, sendo que 82,9% evoluíram para cura, 9,1% abandonaram o tratamento e 8,0% foram a óbito. A região Norte apresentou crescimento do abandono de 5,6% (IC95%=3,1; 8,1) ao ano e redução das proporções de cura de 1,5% (IC95%=-2,6; -0,4) no período de 2013-2022, além de crescimento do número de casos novos de 4,5% (IC95%=1,0; 8,2) e óbitos 24,4% (IC95%=18,6; 30,6) de 2013 a 2019. Os fatores associados ao abandono de tratamento foram: casos com indicador de acompanhamento insuficiente (OR=14,07; IC95%=8,25; 23,99) e ausência do tratamento observado (OR=1,82; IC95%=1,32; 2,52). Os preditores de óbito foram: idade acima de 60 anos (OR=8,35; IC95%=4,93; 14,15), residir na região Norte (OR=3,25; IC95%=1,68; 6,27) e ter indicador de acompanhamento insuficiente (OR=42,94; IC95%=20,75; 88,82). Em suma, a tendência foi desfavorável em todos os cenários no Norte, enquanto múltiplos preditores do abandono e óbito foram identificados como o acompanhamento insuficiente dos casos.