3/11 – Dia Mundial e Nacional da Saúde Única 2026

O Dia Mundial da Saúde Única, celebrado anualmente em 3 de novembro desde 2016, é promovido pela One Health Commission e pela One Health Initiative.

O objetivo da data é envolver o maior número possível de pessoas, das mais diversas áreas de atuação, em eventos de educação e sensibilização para a Saúde Única, reunindo um conjunto inspirador de projetos em todo o mundo, chamando a atenção para a necessidade da colaboração transdisciplinar e intersetorial e construindo o movimento cultural necessário para a mudança na forma de trabalhar os novos desafios em saúde.


No Brasil, em 2024, a Lei nº 14.792 instituiu, também em 3 de novembro, o Dia Nacional da Saúde Única.


O termo Saúde Única, também conhecido como Uma só Saúde, refere-se a uma abordagem integrada que reconhece a conexão entre a saúde humana, animal, vegetal e ambiental. Esta abordagem propõe e incentiva a comunicação, a cooperação, a coordenação e a colaboração entre diferentes disciplinas, profissionais, instituições e setores para fornecer soluções de maneira mais abrangente e efetiva, desde o nível local até o nível global, para enfrentar os desafios emergentes e reemergentes, como pandemias, resistência antimicrobiana, mudanças climáticas e outras ameaças à saúde.

Assim, a estratégia Uma Só Saúde transcende fronteiras disciplinares, setoriais e geográficas, buscando soluções sustentáveis e integradas para promover a saúde dos seres humanos, animais domésticos e silvestres, vegetais e o ambiente mais amplo (incluindo ecossistemas).


Vivendo em um mundo globalizado, em rápida mudança e cada vez mais conectado, enfrenta-se novas ameaças à saúde, impulsionadas por fatores como a contínua expansão populacional, urbanização, comércio, transporte, modelos insustentáveis de produção e consumo, mudanças no uso da terra, mudanças climáticas, intensificação dos sistemas alimentares e perda de biodiversidade e habitat. Essas ameaças estão aumentando significativamente em frequência e gravidade ao longo do tempo, com tremendos impactos a longo prazo.

Nesse contexto, a abordagem Saúde Única oferece possibilidades para elaborar e implementar programas, políticas públicas, legislações e pesquisas, nos quais diversos setores e disciplinas colaboram para o alcance de melhores resultados nas estratégias de saúde humana, animal, vegetal e ambiental.

Ao atuar na implementação de respostas conjuntas aos problemas de saúde, esta abordagem possibilita realizar e aprimorar ações integradas que contribuem coletivamente para:

– Vigilância, prevenção e controle de zoonoses e doenças tropicais negligenciadas e doenças transmitidas por vetores;
– Qualificação da prevenção, preparação e resposta frente a epidemias e pandemias;
– Promoção da segurança alimentar e transformação dos sistemas agroalimentares;
– Combate à resistência aos antimicrobianos;
– Controle de contaminantes químicos, biológicos e físicos, entre outras temáticas;
– Proteção da biodiversidade e melhoria do gerenciamento dos ecossistemas;
– Enfrentamento e adaptação às mudanças climáticas;
– Conscientização sobre as relações entre saúde humana, animal, vegetal e ambiental.

Assim, qualquer cidadão pode adotar práticas baseadas na perspectiva de Uma Só Saúde, incorporando ações saudáveis e sustentáveis em seu cotidiano.


As discussões sobre esta temática surgiram no início dos anos 2000. No entanto, a percepção de que há uma estreita relação entre a saúde humana, animal e ambiental vem de civilizações antigas. Na América Latina, por exemplo, o entendimento da saúde em humanos, animais e ambiente, bem como o reconhecimento de sua interconexão, podem ser atribuídos ao conhecimento tradicional de povos indígenas.

Desde seu surgimento, e principalmente após o contexto da pandemia de covid-19, a abordagem de Uma Só Saúde vem sendo evidenciada, discutida, difundida e incorporada em diversas iniciativas e por diversas instituições no mundo todo.


Fontes:

Ministério da Saúde
One Health Initiative



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