ENFERMAGEM; EDUCAÇÃO EM ENFERMAGEM; QUILOMBOLAS; DIVERSIDADE, EQUIDADE, INCLUSÃO; POLÍTICA PÚBLICA
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CASTRO, P. C.; CASTRO, N. J. C. de. Formação quilombola em enfermagem: aquilombamento, interculturalidade crítica e contracolonização. Escola Anna Nery, v. 30, p. e20250229, 2026. Disponível em Scielo
Objetivo: analisar as potencialidades da formação de enfermeiras e enfermeiros quilombolas para enfrentamento do racismo e promoção da equidade e igualdade racial. Método: estudo teórico-reflexivo, ancorado em epistemologias decoloniais e contracoloniais, articulado à experiência formativa das autoras e à literatura crítica sobre saúde, educação e populações quilombolas. A análise foi organizada com base em referenciais do Sul Global e em categorias que problematizam desigualdades, territorialidade e produção de saberes na formação em enfermagem. Foi realizado entre janeiro e outubro de 2025. Resultados: o texto está estruturado em três eixos principais: o aquilombamento como prática educativa e resistência epistêmica; a interculturalidade crítica na formação em enfermagem; e as potencialidades transformadoras da presença de enfermeiras e enfermeiros quilombolas na estrutura do Sistema Único de Saúde. Considerações finais e implicações para a prática: a inclusão de quilombolas em cursos superiores de graduação em enfermagem é oportunidade para a implementação da mudança epistemológica nos currículos. A inserção de conceitos de autores do Sul Global alinhados à resistência social, à política e à epistemologia das populações quilombolas promove mecanismos estruturais para enfrentamento dos diferentes tipos de racismo.