MORTALIDADE PREMATURA; DOENÇAS CRÔNICAS NÃO TRANSMISSÍVEIS; MENSURAÇÃO DAS DESIGUALDADES EM SAÚDE; PRIVAÇÃO SOCIAL; ESTUDOS ECOLÓGICOS
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CARDOSO, L. S. de M. et al. Mortalidade prematura por doenças crônicas não transmissíveis e privação material em uma capital brasileira. Ciência & Saúde Coletiva, v. 31, n. 4, p. e14732024, 2026. Disponível em Scielo
O objetivo deste estudo é investigar a desigualdade na distribuição da mortalidade prematura por doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) em Belo Horizonte e sua evolução temporal. Estudo ecológico descritivo. Taxas de mortalidade foram calculadas segundo estratos do Índice Brasileiro de Privação (IBP) nos triênios 2010-2012 (T1) e 2017-2019 (T2). Comparou-se as taxas e a variação percentual (VP) destas pelo IBP e triênios. Taxas mais altas no grupo de maior privação em T1 e T2 para: o conjunto das DCNT (T1=287,4 e T2=272,2), doenças cardiovasculares (T1=132,7 e T2=105,1); diabetes (T1=18,0 e T2=22,1); e doenças respiratórias crônicas (T1=19,5 e T2=15,6). As taxas decresceram em todos os estratos do IBP, com maior magnitude nos de menor privação por DCNT (VP=-22,4%) e doenças cardiovasculares e (VP=-37,2%). As taxas por neoplasias e diabetes aumentaram no estrato de maior privação (VP=10,4% e VP=22,6%), e as taxas por doenças respiratórias no de menor (VP=5,3%). Estratos de maior privação apresentaram menores reduções do risco de morrer pelo conjunto das DCNT, doenças cardiovasculares, neoplasias e diabetes, aumentando as desigualdades entre os grupos de maior e menor privação.