TABAGISMO

ABANDONO DO USO DE TABACO; SISTEMAS DE INFORMAÇÃO EM SAÚDE; SERVIÇOS DE SAÚDE; POLÍTICA DE SAÚDE

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ATTY, A. T. de M. et al. O cuidado ao tabagista no Sistema Único de Saúde: uma análise à luz dos sistemas de informação. Physis: Revista de Saúde Coletiva, v. 36, n. 4, p. e360404, 2026. Disponível em Scielo

Este estudo analisou a rede de estabelecimentos de saúde que registrou atendimentos a fumantes, com bases em dados dos Sistemas de Informação em Saúde (SIS) do Sistema Único de Saúde (SUS). Trata-se de um estudo ecológico, com dados de 2024, que caracteriza procedimentos vinculados a condições clínicas e comportamentais decorrentes do tabagismo, bem como a distribuição regional e estadual dos serviços que os registraram. Identificaram-se diferentes tipos de procedimentos relacionados ao tabagismo, com clara variação territorial. Observaram-se o baixo registro de “ações de promoção e prevenção” (0,4%) e predomínio de procedimentos de diagnóstico por imagem (45%), especialmente em São Paulo e no Rio Grande do Sul. Verificou-se concentração de registros em unidades psicossociais e CAPS (48%), enquanto apenas 14% ocorreram na Atenção Primária à Saúde (APS). Amapá e Roraima não registraram procedimentos para prevenção, diagnóstico ou tratamento das condições estudadas. Os achados evidenciam fragilidades na organização da rede, possível sub-registro de ações preventivas e desafios na articulação da APS como porta de entrada para cessação. O estudo ressalta a importância de qualificar os dados dos SIS/SUS e fortalecer as iniciativas de promoção e prevenção voltadas a fumantes, principalmente em regiões com menor cobertura de serviços relacionados ao tabagismo.


ABANDONO DO USO DE TABACO; TERAPIA DE SUBSTITUIÇÃO DA NICOTINA; ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE; AMÉRICAS

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GOMES, A. B. F.; FU, D.; SANDOVAL, R.; SANDÍ, V.; BIANCO, E. Fortalecimento da cessação do uso do tabaco na atenção primária à saúde na Região das Américas: progresso, lacunas e oportunidades desde 2007. Revista Panamericana de Salud Pública, v. 50, e4, 2026. Disponível em Scielo

Objetivo. O uso do tabaco é um dos principais fatores de risco modificáveis para quatro doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs) em nível mundial – doenças cardiovasculares, doenças respiratórias crônicas, câncer e diabetes. Portanto, o combate ao uso do tabaco por meio de intervenções de cessação é um dos pilares dos esforços mais amplos de prevenção e controle das DCNTs. Nesse contexto, o fortalecimento do apoio à cessação ao uso do tabaco na atenção primária à saúde é uma estratégia custo-efetiva de alto impacto que pode acelerar o progresso rumo às metas para as DCNTs. Métodos. Apesar dos avanços no controle do tabaco, o apoio à cessação continua sendo insuficiente em grande parte da Região das Américas. Este artigo analisa o progresso observado entre 2007 e 2024 na implementação das medidas recomendadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para a cessação do uso do tabaco, com foco na disponibilidade, na cobertura dos custos e na integração de serviços nos sistemas de saúde. Resultados. Apenas 7 dos 35 países da Região alcançaram o nível mais alto de apoio, oferecendo apoio telefônico em nível nacional com chamada gratuita para deixar de fumar, terapia de reposição de nicotina (TRN) e serviços de cessação do uso do tabaco com cobertura parcial ou total dos custos. Embora esses países somem mais de 70% da população regional, as disparidades ainda persistem, sobretudo no Caribe e em países de baixa e média renda. Observa-se falta de oferta regular de TRN e de outros tratamentos farmacológicos, cobertura insuficiente dos custos do tratamento e apoio telefônico para deixar de fumar disponível em apenas 40% dos países. Essas lacunas apontam a necessidade premente de políticas mais robustas, financiamento sustentável e melhor coordenação do sistema de saúde. Conclusão. A cessação do uso do tabaco precisa ser priorizada como serviço de saúde essencial, integrado às estratégias nacionais de DCNTs e amparado por marcos institucionais e legais que garantam acesso equitativo. Fortalecer a cessação é fundamental para reduzir o uso do tabaco e sua carga para a economia e para a saúde na Região das Américas.


SISTEMAS ELETRÔNICOS DE LIBERAÇÃO DE NICOTINA; FATORES SOCIODEMOGRÁFICOS; COMPORTAMENTOS RELACIONADOS COM A SAÚDE

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SILVA JÚNIOR, J. F.; GONÇALVES FILHO, A.; CARNEIRO, V. S. Panorama do uso de dispositivos eletrônicos para fumar no Brasil: resultados do Vigitel 2019-2023. Cadernos de Saúde Pública, v. 42, p. e00120925, 2026. Disponível em Scielo O uso de dispositivos eletrônicos para fumar (DEF) tem aumentado globalmente, suscitando preocupações sobre seus impactos na saúde pública, especialmente entre jovens adultos. No Brasil, apesar das políticas consolidadas de controle do tabaco, dados sobre a prevalência e os fatores associados ao uso de DEF ainda são limitados. O objetivo desse estudo foi analisar fatores sociodemográficos e comportamentais associados ao uso de DEF ao longo da vida em adultos brasileiros entre 2019 e 2023. Foram analisados dados de quatro pesquisas nacionais realizadas em 2019, 2020, 2021 e 2023, totalizando 126.681 participantes. Modelos de regressão logística brutos e ajustados foram empregados para estimar razões de chances e intervalos de 95% de confiança, a fim de avaliar associações entre características sociodemográficas, comportamentos de saúde e uso de DEF ao longo da vida. Todas as análises foram ponderadas para considerar o desenho amostral complexo e estratificadas por ano de pesquisa. O uso de DEF ao longo da vida foi significativamente maior entre jovens adultos (18-24 anos), homens, indivíduos residentes no Centro-oeste e Sul do país e aqueles que relataram consumo excessivo de álcool e tabagismo. Maior nível de escolaridade e tempo prolongado de tela (≥ 3 horas/dia) também se associaram positivamente ao uso de DEF. O uso de DEF ao longo da vida no Brasil é influenciado por fatores sociodemográficos e de estilo de vida, com maior prevalência entre jovens adultos do sexo masculino, com níveis mais elevados de escolaridade e residentes em regiões específicas. Esses achados reforçam a necessidade de estratégias direcionadas de saúde pública voltadas a populações de maior risco, buscando conter o uso crescente de DEF e prevenir possíveis consequências à saúde.



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