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24/10 – Dia Mundial da Poliomielite

  • Publicado: Sexta, 23 de Outubro de 2020, 20h24
  • Acessos: 424

No Dia Mundial da Póliomielite 2020, o escritório europeu da OMS apela aos países e parceiros para que permaneçam vigilantes na luta contra a poliomielite. Graças aos esforços de vacinação e à forte liderança da Iniciativa Global de Erradicação da Pólio, uma aliança de parceiros-chave e partes interessadas, os casos de poliovírus selvagem foram reduzidos em 99,9% desde 1980.

Em agosto deste ano, a Região Africana da OMS foi declarada livre da pólio, o que representa um marco crucial na erradicação da doença. Apenas 2 países no mundo (Paquistão e Afeganistão) têm circulação endêmica do poliovírus selvagem. Além disso, 2 dos 3 tipos de poliovírus selvagem foram erradicados.

O Dia Mundial da Pólio é também uma forma de agradecer aos governos e aos dedicados profissionais de saúde pelos esforços incansáveis ​​para que nenhuma criança fique sem as vacinas que salvam vidas.

No entanto, a luta não acabou e os desafios permanecem, incluindo o mais recente, de manter a imunização de rotina como parte dos serviços essenciais de saúde durante a pandemia de COVID-19.

A mensagem é clara: enquanto a pólio existir em algum lugar do mundo, é preciso continuar a vacinar em todos os lugares.


Poliomielite, paralisia infantil ou apenas pólio, é uma doença contagiosa aguda causada pelo poliovírus (sorotipos 1, 2, 3), podendo infectar crianças e adultos por via fecal-oral (através do contato direto com as fezes ou com secreções expelidas pela boca das pessoas infectadas). Pode provocar ou não paralisia.

A multiplicação desse vírus começa na garganta ou nos intestinos, por onde penetra no organismo. Dali, alcança a corrente sanguínea e pode atingir o cérebro. Quando a infecção ataca o sistema nervoso, destrói os neurônios motores e provoca paralisia flácida em um dos membros inferiores. Se as células dos centros nervosos que controlam os músculos respiratórios e da deglutição forem infectadas, a doença pode ser mortal. O período de incubação varia de 5 a 35 dias, com mais frequência entre 7 e 14 dias.

Sintomas:

Na maioria dos casos, a infecção pelo vírus da poliomielite pode não ter sintomas, porém, a transmissão continua ocorrendo, pois é eliminado pelas fezes e pode contaminar a água e os alimentos.

Os sintomas variam de acordo com a gravidade da infecção. Nas formas não paralíticas, os sinais mais característicos são febre, mal-estar, dores de cabeça, de garganta e no corpo, vômitos, diarreia, constipação, espasmos, rigidez na nuca e meningite. Na forma paralítica, quando a infecção atinge as células dos neurônios motores, além dos sintomas já citados, instala-se a flacidez muscular que afeta, em regra, um dos membros inferiores.

Tratamento:

Como em muitas infecções virais, não há tratamento específico para a doença, mas alguns cuidados são indispensáveis para controlar as complicações e reduzir a mortalidade. Dentre eles:

- repouso absoluto nos primeiros dias para reduzir a taxa de paralisia;
- mudança frequente de posição do paciente na cama, que deve ter colchão firme e apoio para os pés e a cabeça;
- tratamento sintomático da dor, da febre e dos problemas urinários e intestinais;
- atendimento hospitalar nos casos de paralisia ou de alteração respiratória;
- acompanhamento ortopédico e fisioterápico.

Importância da vacinação:

Em 1994, a região das Américas foi a primeira no mundo a ser certificada como livre da pólio, mesmo ano em que o Brasil recebeu o certificado de eliminação da doença. A estratégia adotada para eliminar o vírus no país foi centrada na realização de campanhas de vacinação em massa com a vacina oral contra a pólio (VOP).

Existem duas vacinas contra a poliomielite: a VPO-Sabin, ou vacina da gotinha, que faz parte do Calendário Nacional de Vacinação. Deve ser aplicada aos 2, 4, 6 e 15 meses de idade e até os 5 anos, as crianças devem receber doses de reforço anualmente. A outra é a vacina VIP ou Salk, administrada por via intramuscular, é indicada para pessoas expostas, com baixa imunidade, ou que viajarão para regiões onde o vírus ainda está ativo.

As vacinas contra a poliomielite foram desenvolvidas graças ao trabalho conjunto dos cientistas Jonas Salk e Albert Sabin, e dos que os antecederam nas primeiras pesquisas com vírus conduzidas a partir do início do século 20.

Até que a poliomielite seja erradicada no mundo (como ocorreu com a varíola), existe o risco de um país ou continente ter casos importados e o vírus voltar a circular em seu território. Para evitar isso, é importante manter as taxas de cobertura vacinal altas e fazer vigilância constante, entre outras medidas.


Fontes:

Dr. Dráuzio Varella
Ministério da Saúde. Saúde de A a Z
Organização Mundial da Saúde
Organização Panamericana da Saúde

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