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Higienização das mãos na assistência à saúde

Publicado: Terça, 31 de Janeiro de 2017, 11h26 | Acessos: 4544

As mãos constituem a principal via de transmissão de microrganismos durante a assistência prestada aos pacientes. A pele é um possível reservatório de diversos microrganismos que podem se transferir de uma superfície para outra, por meio de contato direto (pele com pele), ou indireto, através do contato com objetos e superfícies contaminadas. É a medida individual mais simples e menos dispendiosa para prevenir a propagação das infecções relacionadas à assistência à saúde. Recentemente, o termo “lavagem das mãos” foi substituído por “higienização das mãos” devido à maior abrangência deste procedimento. O termo engloba desde a higienização simples até a antissepsia cirúrgica das mãos.

Para que higienizar as mãos?

Remoção de sujeira, suor, oleosidade, pelos, células descamativas e microrganismos da pele, interrompendo a transmissão de infecções veiculadas ao contato; prevenção e redução das infecções causadas pelas transmissões cruzadas. Para a higienização das mãos utiliza-se: água e sabão, preparação alcoólica e antisséptica, de acordo com as situações, a saber:

Água e sabão:

- ao iniciar o turno de trabalho;
- após ir ao banheiro;
- antes e depois das refeições;
- antes do preparo de alimentos;
- antes do preparo e da manipulação de medicamentos.

Preparação alcoólica:

- antes do contato com pacientes para evitar a transmissão de microrganismos oriundos das mãos do profissional de saúde;
- após o contato com pacientes para proteção do profissional e das superfícies e objetos imediatamente próximos a ele, evitando a transmissão de microrganismos do próprio paciente. Ex: exames físicos (determinação do pulso, da pressão arterial, da temperatura corporal); contato físico direto (aplicação de massagem, realização de higiene corporal);
- antes de realizar procedimentos assistenciais e manipular dispositivos invasivos, tais como: contato com membranas mucosas (administração de medicamentos pe¬las vias oftálmica e nasal); com pele não intacta (realização de curativos, aplicação de injeções); e com dispositivos invasivos (cateteres intravasculares e urinários, tubo endotraqueal);
- antes de calçar luvas para inserção de dispositivos invasivos que não requeiram preparo cirúrgico;
- após risco de exposição a fluidos corporais;
- ao mudar de um sítio corporal contaminado para outro, limpo, durante o cuidado ao paciente, como: troca de fraldas e subsequente manipulação de cateter intravascular;
- após contato com objetos ou superfícies imediatamente próximas ao paciente, por exempo: manipulação de respiradores, monitores cardíacos, troca de roupas de cama, ajuste da velocidade de infusão de solução endovenosa;
- antes e após remoção de luvas (sem talco);
- outros procedimentos, tais como: manipulação de invólucros de material esterilizado.

Observações importantes sobre luvas:

- devem ser usadas somente quando indicado;
- usar antes de entrar em contato com sangue, líquidos corporais, membrana mucosa, pele não intacta e outros materiais potencialmente infectantes;
- trocar de luvas sempre que entrar em contato com outro paciente;
- trocar as luvas durante o contato com o paciente se for mudar de um sítio corporal contaminado para outro, limpo;
- nunca tocar desnecessariamente superfícies e materiais (tais como telefones, maçanetas, portas) quando estiver com luvas;
- observar a técnica correta de remoção de luvas para evitar a contaminação das mãos;
- seu uso não substitui a higienização das mãos.

Uso de antissépticos:

Estes produtos associam detergentes com antissépticos e se destinam à higienização antisséptica das mãos e degermação da pele. Devem ser utilizados nos casos de precaução de contato recomendados para pacientes portadores de microrganismos multirresistentes e nos casos de surtos.

Degermação da pele:

No pré-operatório, antes de qualquer procedimento cirúrgico (indicado para toda a equipe cirúrgica); antes da realização de procedimentos invasivos, tais como: inserção de cateter intravascular central, punções, drenagens de cavidades, instalação de diálise, pequenas suturas, endoscopias e outros.

 

IMPORTANTE: Somente médicos e cirurgiões-dentistas devidamente habilitados podem diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios. As informações disponíveis em Dicas em Saúde possuem apenas caráter educativo.

Dica elaborada em setembro de 2.016.

Fonte:

Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Hot site: higienização das mãos em serviços de saúde.

 

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