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19/5 – Dia Mundial da Doença Inflamatória Intestinal

  • Publicado: Segunda, 18 de Maio de 2020, 18h59
  • Última atualização em Segunda, 18 de Maio de 2020, 19h11
Cerca de 10 milhões de pessoas em todo o mundo vivem com Doença Inflamatória Intestinal (DII). A doença está em ascensão e afetando, principalmente, jovens em idade ativa, motivo pelo qual a temática da campanha de 2020 está focada na necessidade de aumentar a conscientização sobre o impacto que a DII tem na vida profissional de uma pessoa.
 
Com algumas estratégias abrangentes no local de trabalho, como por exemplo, horários flexíveis, teletrabalho, etc.), somados a uma melhor compreensão da doença, farão com que trabalhadores acometidos pela DII tenham uma vida produtiva.

As principais mensagens das comemorações deste ano, de acordo com a Federação Europeia de Associações de Doença de Crohn e Colite Ulcerativa (EFCCA), são:

- políticas e estratégias abrangentes no local de trabalho, que levem em consideração as situações de pessoas com doenças crônicas, como a DII, têm um impacto geral positivo, não apenas no paciente, mas na sociedade em geral;
- os custos diretos e indiretos da DII podem ser reduzidos ao se priorizar seu tratamento eficaz.
 
O Dia Mundial da DII foi idealizado em 2010 por organizações de pacientes que representam mais de 50 países nos cinco continentes e é coordenado pela Federação Europeia de Associações de Crohn e Colite Ulcerativa (EFCCA).
 
As Doenças Inflamatórias Intestinais são um conjunto de sinais e sintomas que se manifestam, predominantemente, no cólon (parte do intestino cuja função é extrair água e sais minerais dos alimentos digeridos e as vitaminas K, B1 (tiamina) e B2 (riboflavina) que são produzidas pelas mais de 700 espécies de bactérias que vivem nele, a chamada flora intestinal).
 
Sintomas:

- desconforto abdominal;
- sensação de barriga estufada;
- dor;
- cólicas;
- alternância entre períodos de diarreia e de prisão de ventre;
- flatulência (gases) exagerada;
- sensação de esvaziamento incompleto do intestino.

Os sintomas podem piorar depois da ingestão de certos alimentos, como cafeína, álcool e comidas gordurosas.

Causas:

- motilidade anormal do intestino delgado durante o jejum, contrações exageradas depois da ingestão de alimentos gordurosos ou em resposta ao estresse;
- hipersensibilidade dos receptores nervosos da parede intestinal à falta de oxigênio, distensão, conteúdo fecal, infecção e às alterações psicológicas;
- níveis elevados de neurotransmissores (como a serotonina, por exemplo) no sangue e no intestino grosso;
- infecções e processos inflamatórios;
- depressão e ansiedade.

Tratamento:

A DII não tem cura e seu tratamento visa a melhorar os sintomas como, dor, prisão de ventre e diarreia. Normalmente, os pacientes precisam fazer mudanças na alimentação e no estilo de vida, além de fazer uso de medicamentos em fases mais intensas, que provoquem muito desconforto. O paciente pode passar longos períodos sem manifestações clínicas, mas o problema sempre pode retornar, tanto por distúrbios intestinais quanto por fatores emocionais.

Principais alimentos a serem evitados:

- comidas gordurosas;
- álcool;
- cafeína;
- açúcar;
- produtos com sorbitol (como balas sem açúcar e chicletes);
- vegetais que aumentam a produção de gases (como feijão, repolho e batata doce);
- leite e derivados;
- alimentos picantes ou com muitos conservantes.

Outras recomendações:

- faça uma lista dos alimentos que possam estar associados ao aparecimento das crises e evite-os;
- adote uma dieta com baixo teor de gordura e rica em fibras, mas cuidado com os vegetais que aumentam a produção de gases, como repolho, couve-flor, batata doce, feijão, entre outros;
- evite ingerir bebidas alcoólicas e as que contêm cafeína;
- procure não mascar chicletes nem chupar balas que contenham sorbitol;
- mantenha um programa diário de exercícios físicos;
- não fume;
- não despreze o benefício que a psicoterapia e outras técnicas terapêuticas (relaxamento, por exemplo) podem trazer.
 

Fontes:
 
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