QUALIDADE DE VIDA


DEFICIÊNCIA MENTAL

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SAVIANI-ZEOTI, Fernanda; PETEAN, Eucia Beatriz Lopes. A qualidade de vida de pessoas com deficiência mental leve. Psicologia: Teoria e Pesquisa, Brasília,v. 24, n. 3, p. 305-311, 2008. Disponível em Scielo

Não é prática comum dar voz a pessoas com deficiência, mesmo quando se trata da investigação de sua própria qualidade de vida. Assim, este estudo teve por objetivo conhecer a opinião de 15 adultos com deficiência mental leve em relação a sua qualidade de vida e a opinião de seus cuidadores também a esse respeito, por meio de um instrumento que avalia a qualidade de vida (WHOQOL-Bref). Os dados foram analisados estatisticamente e comparados. Os resultados mostram que a diferença entre as avaliações foi pequena nas questões referentes à satisfação com os domínios físico, psicológico, das relações sociais e do meio ambiente. A avaliação feita pelas pessoas com deficiência foi apenas ligeiramente superior àquela feita por seus cuidadores. Não houve diferença estatisticamente significativa entre as avaliações, do que se conclui que as pessoas com deficiência mental são capazes de falar de suas próprias vidas de maneira positiva e bastante realista.

PROMOÇÃO DA SAÚDE

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CAMPOS, Maryane Oliveira; RODRIGUES NETO, João Felício. Qualidade de vida: um instrumento para promoção de saúde. Revista Baiana de Saúde Pública, Salvador, v. 32, n. 2, p. 232-240, maio/ago. 2008. Disponível em SESAB

A qualidade de vida (QV) é uma medida de desfecho que tem sido entusiasticamente utilizada por clínicos, pesquisadores, economistas, administradores e políticos. A QV está diretamente relacionada com a promoção de saúde (PS). A PS tem como objetivo promover a QV e reduzir a vulnerabilidade e riscos à saúde relacionados a seus determinantes e condicionantes. Neste artigo reflete-se sobre a avaliação da QV como um instrumento para a promoção de saúde. O método utilizado foi descritivo-reflexivo com dados fundamentados em revisão de literatura. Os resultados mostram que a QV tem sido avaliada com instrumentos genéricos e específicos. As políticas públicas colocam a PS como além de evitar doenças e prolongar a vida, buscam meios e situações que ampliem a qualidade de vida. Entretanto faltam medidas de diagnóstico da situação real da QV da população brasileira para subsidiar medidas de PS. Diante disso, considera-se que há um interesse crescente pela avaliação da QV, buscando dar subsídios à PS na definição de prioridades, no racionamento de recursos, em intervenções ou avaliação das políticas públicas.