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13/9 – Dia Nacional de Luta dos Acidentados por Fontes Radioativas

  • Publicado: Sábado, 12 de Setembro de 2020, 16h35
  • Última atualização em Sábado, 12 de Setembro de 2020, 16h35

Em 13 de setembro de 1987, na cidade de Goiânia, estado de Goiás, o dono de um ferro-velho abriu a marretadas uma cápsula encontrada numa clínica abandonada, no centro da cidade. Da cápsula saiu um pó com brilho azulado, distribuído a vários curiosos que foram ao ferro-velho. O pó era Césio-137, um elemento que emite radiação e que é usado em radioterapia. O evento causou a morte imediata de 4 pessoas, contagiou milhares de outras, contaminou o ambiente e deixou toneladas de lixo atômico.

O acidente é considerado o maior do mundo ocorrido fora de usinas nucleares e o maior da história do Brasil, dando origem à data comemorativa, instituída pela Lei nº 12.646/2.012.

 

Energia nuclear:

A energia nuclear é a energia interna no núcleo atômico, isto é, a parte central de um átomo. Os átomos são as menores partículas nas quais um material pode ser dividido.

As aplicações mais conhecidas da energia nuclear são a geração de eletricidade; propulsão de veículos e mísseis (área militar); tratamento de pragas na agricultura, bem como para melhorar a qualidade de produtos alimentícios.

Na medicina, a radiação nuclear é usada para realizar radiografias, tratamentos radiológicos, esterilização de instrumentos cirúrgicos e produtos farmacêuticos. É altamente eficiente, econômica e segura, tendo a vantagem de proporcionar a esterilização dos produtos já na embalagem final. Exemplos de produtos esterilizados comercialmente: luvas e kits cirúrgicos, seringas descartáveis, suturas, implantes, agulhas etc.

O Brasil conta hoje em seu território com cerca de 3.600 instalações que utilizam fontes de radiação ionizante. Além disso, possui outras 20 instalações do ciclo do combustível nuclear, como a Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto, em Angra dos Reis (RJ), a Fábrica de Combustíveis Nucleares, em Resende (RJ) e as minas de urânio em Caetité (BA) e Itatiaia (CE).

As radiações ionizantes, pelo seu poder de provocar efeitos celulares, podem ser usadas com grandes benefícios para a sociedade, como, por exemplo, no diagnóstico e tratamento médico. Por outro lado, se esses efeitos ocorrem de maneira indesejada, podem provocar danos ao ser humano, desde um simples eritema (vermelhidão) na pele até a síndrome aguda da radiação e que, inclusive, pode ser letal.

Um fato de suma relevância é que as radiações ionizantes não são perceptíveis aos sentidos humanos, o que nos impossibilita de identificá-las no ambiente sem o emprego de instrumentos específicos. Atualmente, também é grande a preocupação de organismos internacionais com possíveis atos criminosos ou terroristas usando-se agentes químicos, biológicos, radionucleares e explosivos.

Uma emergência radiológica é, em geral, um evento não intencional e inesperado, envolvendo uma fonte de radiação ionizante, que pode resultar em exposições não planejadas de profissionais e membros do público, que podem levar a sérias consequências à saúde, além de danos ao meio ambiente e a propriedades.

Situações de Risco (Diagnóstico e Tratamento):

A depender das características do acidente (local, condições climáticas do ambiente, acesso, magnitude) e do produto liberado (potencial de perigo, quantidade, possibilidade de exposição humana e contaminação do ambiente), o evento pode resultar em:

- Óbitos, doenças (agudas e crônicas), intoxicações, ferimentos ou traumas, além de comprometer a saúde mental;
- Contaminar água, solo e ar;
- Comprometer ou interromper os serviços públicos essenciais (água, energia e transporte);
- Alterar a rotina ou a capacidade de resposta dos serviços de saúde, em função da urgência do atendimento às vítimas pelas equipes de vigilância, assistência farmacêutica, assistência pré-hospitalar e hospitalar, bem como dos serviços laboratoriais e de diagnóstico;
- Alterar a economia do local em função da interrupção de atividades econômicas (industriais, comerciais, agrícolas, extrativistas e de subsistência), restrição à circulação de pessoas e mercadorias, contaminação de alimentos e encarecimento dos meios de sobrevivência.

A experiência internacional mostra que a resposta a uma situação de emergência envolvendo exposição à radiação pode exceder à capacidade técnica e logística de organizações, cidades, estados e países. Diversas publicações de organismos das Nações Unidas, como da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e da Organização Mundial da Saúde (OMS), têm demonstrado que essa dificuldade só pode ser superada através de preparação e planejamento prévios, visando à aplicação integrada de ações, de maneira coordenada.


Fontes:

Comissão Nacional de Energia Nuclear

Conselho Nacional dos Técnicos em Radiologia

Jornal Hoje em Dia

Ministério da Saúde

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